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O Sítio de Ázere e a Organização da sua Paróquia

O povoamento de toda a vasta região serrana data de épocas recuadas, anteriores à romanização e à árabe. Para além dos vestígios de uma ocupação dispersa durante o período Neolítico, formaram-se algumas povoações de pequena dimensão durante o período dos metais. Talvez fossem castros celtas de pequena dimensão que foram absorvidos pela cultura e pela economia romana.

Foi a partir do século I que se organizou sistematicamente o território com explorações agrícolas sob forma de Vilas Rústicas.

No entanto, algumas fizeram-se grandes propriedades com casa senhorial e o conjunto de equipamentos necessários desde os estábulos aos lagares.

Durante o domínio muçulmano entre os séculos VIII e XII, intensificou-se a ocupação e a consolidação de pequenos casais e o desenvolvimento de boas hortas e pomares, com belas produções. Com a reconquista pelos Cristãos, eram já muitos os moradores a que se juntaram muitos mouros, que haviam sido expulsos ou simplesmente fugidos, acabando por se fundirem, eliminando as diferenças religiosas e culturais.

No século XIII, procedeu-se à organização religiosa e administrativa, com a formação de vasta paróquia por volta de 1242 e foi precisamente nessa época que se fixou definitivamente o nome toponímico de Ázere. O nome é antigo, talvez de origem celta, suevo latino ou muçulmano, mas só a partir dessa data e em que o Rei Bolonhês lhe deu foral, passou a generalizar-se durante a idade média, perante um documento de partilhas, datado de 1302, com muitas doações medievais, o sítio de Ázere, cujos limites iam para além do Covelo e Carapinha, por um lado, e por outro, Boiço, Pinheiro de Ázere, etc.

O século XIV, corresponde ao período de consolidação e expansão de velhos aglomerados populacionais, até que, por volta de 1368 se começou com a construção da Igreja de S. Mamede, num local considerado ermo, mas que ficava mais ou menos no centro do território, de modo a permitir a afluência dos paroquianos. E era no seu adro, que se organizavam as festas religiosas e feira dos seus produtos, durante muitos anos.

Documentos do século XIII e XIV, referem a existência de uma Ermida dedicada a S. Domingos, no sítio chamado “Pinhal da Forca”, onde os condenados ouviam a missa e se confessavam para serem supliciados a uns metros mais diante. O sítio permanece, mas não há quaisquer vestígios dessa Ermida.

Também se diz que no sítio do Passal houve uma Ermida, onde se ia celebrar missa e cujo altar estava virado para o lado de lá do Rio Mondego, para que os povos que por ali habitavam viessem assistir à celebração, ficando do lado de lá quando o Rio aumentava de volume devido às cheias. Ainda se pode ver a pedra onde segundo a voz do povo se fazia o altar.

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