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O Casamento / Os Finados

Os casamentos na aldeia de Ázere eram muito bonitos. A noiva vestida discretamente, com um traje escuro e mantilha ou véu branco, mas bonito, e ele, noivo, com um fato de ver a Deus, escuro, gravata, botas ou sapatos bem reluzentes e chapéu preto. Primeiro ele, como manda a tradição, depois a noiva, que era levada ao altar pelo braço do Padrinho. Ele era levado pelo braço da Madrinha. Passam primeiro pelo registo, que por sinal, ficava numa dependência da Igreja e depois vão à Igreja, onde o Pároco da aldeia os une perante Deus e os homens, mas antes, dava os conselhos, que nestas cerimónias são tradicionais. Depois a boda, que normalmente era em casa da noiva. Matava-se a ovelha, fazia-se a chanfana, a canja de galinha e outras iguarias tradicionais na nossa Beira. Depois, bom, “amanhã é outro dia”, e portanto é dia de trabalho, e a que foi ontem noiva, tem de começar com a lida caseira, ajudando o marido no governo do lar, para onde fossem residir, normalmente casa que ele mandava construir, com a beleza rústica da nossa Beira e conforme as suas posses ou então casa herdada, quer por um, quer por outro.

O Dia dos Finados, mantendo a tradição, era um dia de luto e dor. O sino principal da Igreja badalava tristemente. Toda a gente se vestia de luto e se recordava dos entes queridos. Ia-se ao cemitério e orava-se pelos defuntos; enfeitavam-se as campas, com as mais belas flores da época. O sino continuava a dobrar tristemente, só parando quando se punha o astro rei e começava a escurecer. Assistia-se à Missa que era celebrada pelo pároco, recordando os que partiram para o além, para Deus. O Padre subia ao altar com vestes de luto, que é o roxo, e a Missa era ouvida com o máximo respeito, apenas se ouvindo o ciciar das orações. Era um dia triste. Era o dia dos Fiéis de Deus.

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